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by Lúcia Helena

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Sondagem Rotativa (SR) - A Execução da Sondagem

foto - Sondagem Rotativa (SR) - A Execução da Sondagem por Equipe de Campo em 12/11/2018
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Em terreno seco, a sondagem deverá ser iniciada após a limpeza de uma área que permita o desenvolvimento de todas as operações sem obstáculos e a abertura de um sulco ao redor, que desvie as águas de enxurradas, no caso de chuva. A sonda deverá ser firmemente ancorada no terreno, de modo a minimizar as vibrações e a consequente transmissão para a composição da sondagem. 

Em terreno alagado ou coberto com lâmina de água de grande espessura, a sondagem deverá ser feita a partir de plataforma fixa ou flutuante, firmemente ancorada, totalmente assoalhada, com balaustres de proteção em todo o período. A área do flutuante deverá abranger, no mínimo, a área delimitada pelos pontos de apoio do tripé, acrescida das áreas necessárias para instalação dos demais equipamentos.

No caso de sondagem inclinada, o posicionamento e o ajuste da sonda deverão ser realizados com o auxílio da bússola e clinômetro, de modo a respeitar rigorosamente o rumo e a inclinação previstos no programa de sondagens. Nesta situação, será necessário atentar para a interferência magnética que os equipamentos de sondagem podem causar na agulha da bússola. 

No horizonte de solo, a sondagem deverá ser executada com medidas de SPT a cada metro. 

Deverão ser empregados, com a anuência da Fiscalização, todos os recursos das sondagens rotativas, de maneira a assegurar a melhor recuperação de todos os materiais atravessados, entre eles:

  • A redução de vibração do equipamento, mediante a correta ancoragem da perfuratriz;
  • O emprego de hastes retilíneas;
  • A utilização de equipamentos e acessórios apropriados às condições geológicas;
  • O emprego de lamas bentoníticas como fluido de perfuração;
  • A realização de manobras curtas;
  • A adequação da velocidade de perfuração.

A lama bentonítica deve ser utilizada com ressalva em trechos onde serão realizados ensaios de permeabilidade, pois pode haver colmatação, interferindo no resultado da permeabilidade. A recuperação de testemunho, especialmente em trechos de maciços rochosos muito alterados e/ou muito fraturados, pode ser conseguida com a escolha adequada de barrilete e coroa, avanço lento e redução do volume de água, sob o controle de um sondador experiente. Sondas com avanço hidráulico são apropriadas para se avaliar a resistência da rocha através da velocidade de perfuração, pois a pressão sobre a coroa pode ser mantida constante, durante a execução da sondagem.

A recuperação mínima exigida é de 95%, ou seja, a cada metro perfurado devem ser obtidos 0,95 m de testemunhos, medidos após sua acomodação em uma calha de descrição ou na caixa de amostras. Entretanto, mesmo com a utilização das medidas dos itens anteriores, a recuperação de 95% poderá não ser alcançada. Nesse caso, a aceitação do furo e dos seus resultados, no trecho de recuperação insuficiente, ficará a critério da Fiscalização. Alternativamente, o furo poderá ser objeto de perfilagem óptica digital.

Constituem elementos de interesse para avaliação de desempenho dos equipamentos:

  • o registro das características da sonda rotativa e da coluna de perfuração;
  • o tempo de realização de manobras;
  • as características da coroa (tipo: cravada, microcravada ou impregnada; tempo de uso etc);
  • a avaliação da pressão aplicada sobre a composição
  • a velocidade de rotação;
  • a velocidade de avanço;
  • pressão e vazão da água de circulação. 

Os diâmetros a serem utilizados e sua sequência (telescopagem) deverão ser estabelecidos em especificações técnicas e em contrato, podendo ser ajustados mediante aprovação da Fiscalização. Para material decomposto e rocha alterada, deve-se optar por diâmetros maiores.

Quando, no avanço da sondagem rotativa, ocorrer mais de 50 cm de material mole ou incoerente, deverá ser executado um ensaio de penetração SPT, seguido de outros a intervalos de 1 m.

O controle da profundidade do furo, com precisão de 1cm, deverá ser feito pela diferença entre o comprimento total das hastes com a peça de perfuração e a sobra delas em relação ao piquete de referência fixado junto à boca do furo.

No caso de a sondagem atingir o nível freático, a sua profundidade deverá ser anotada. Quando ocorrer artesianismo não surgente, deverá ser registrado o nível estatístico; no caso de artesianismo surgente, além da profundidade da entrada de água, deverá ser medida a vazão.

Os níveis de água e as vazões deverão todos os dias, antes do início dos trabalhos e na manhã seguinte à conclusão da sondagem.

Quando houver interesse na obtenção de uma medida de nível piezométrico em qualquer trecho do furo em andamento, a Fiscalização poderá solicitar a instalação, em cota determinada, de um obturador durante o intervalo entre dois turnos de perfuração. Nesse caso, no reinício dos trabalhos serão medidos os níveis de água interno à tubulação do obturador e externo a ela.

Salvo orientação contrária, imediatamente após a última leitura de nível de água ou após o encerramento da sondagem, o furo deverá ser totalmente preenchido, deixando-se cravada no local uma estaca com a identificação da sondagem. Nos furos em sítios de barragens, túneis ou escavações profundas a céu aberto, o preenchimento deverá ser feito com calda de cimento ou argamassa, vertida a partir do furo com a ajuda de tubo auxiliar, que será levantado à medida de seu preenchimento. Em outros tipos de obras, o preenchimento ser feito com solo ou solo-cimento, ao longo de toda sua extensão.


Precisando de sondagem? 

A Suporte pode te ajudar! Solicite um orçamento através do e-mail: orcamento@suportesolos.com.br


Bibliografia recomendada:

Manual de Sondagens/ Coordenador Ivan José Delatim; comissão coordenadora Elisângela Oliveira [et al.]. 5.Edição, São Paulo: ABGE - Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental, 2013.


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