Laboratório / Ensaios Tradicionais

Granulometria por Sedimentação

Determinação da distribuição de tamanhos das partículas finas do solo (silte e argila), pela Lei de Stokes.

SED
Norma NBR 9605
Categoria Ensaios Tradicionais
Granulometria por Sedimentação - Laboratório Suporte
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Descrição

A Granulometria por Sedimentação é o ensaio que determina a distribuição dos tamanhos das partículas da fração fina do solo (silte e argila, menores que 0,075 mm), com base na velocidade de decantação dessas partículas quando dispersas em meio líquido.

O princípio físico do ensaio é a Lei de Stokes: partículas maiores decantam mais rápido do que partículas menores em um mesmo meio líquido, de forma previsível. Ao medir a concentração de sólidos em suspensão em diferentes intervalos de tempo, com o auxílio de um hidrômetro (densímetro) ou de uma pipeta, é possível calcular a velocidade de decantação de cada fração e, a partir dela, estimar o diâmetro equivalente das partículas em suspensão naquele instante.

A Sedimentação é o método complementar ao Peneiramento: enquanto o peneiramento separa mecanicamente a fração grossa do solo (areias e pedregulhos, maiores que 0,075 mm), a sedimentação caracteriza a fração fina (silte e argila), que é fina demais para ser separada por peneiras. Quando a amostra de solo contém as duas frações em proporção relevante, os dois ensaios são executados em conjunto para compor a curva granulométrica completa; a Suporte também executa a Granulometria por Peneiramento (PEN), ensaio correlato com página própria.

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Finalidade

Análise granulométrica - Laboratório Suporte

O ensaio de sedimentação completa, na fração fina, a mesma finalidade de fundo da análise granulométrica: determinar a composição do solo em função do tamanho de suas partículas, permitindo classificar o material segundo sistemas como o Sistema Unificado (SUCS) e o AASHTO.

Como a fração fina (silte e argila) é responsável por boa parte do comportamento do solo em termos de coesão, plasticidade e permeabilidade, os resultados da sedimentação são particularmente relevantes para estimar propriedades associadas a esses solos (comportamento sob compactação, potencial de retenção de água e resposta ao cisalhamento), complementando a informação obtida por peneiramento na fração grossa.

Esses parâmetros orientam decisões de projeto em obras que dependem diretamente do comportamento de solos finos, como barragens e filtros (seleção de materiais para núcleos impermeabilizantes), taludes e contenções (avaliação da coesão) e sistemas de drenagem (estimativa da permeabilidade).

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Procedimento

  1. Dispersão da amostra Dispersão química e mecânica da fração fina da amostra (partículas menores que 0,075 mm).
  2. Preparação do ensaio Colocação da amostra dispersa em um cilindro com água.
  3. Leituras ao longo do tempo Utilização de hidrômetro (densímetro) ou pipeta para medir a concentração de sólidos em suspensão em diferentes intervalos de tempo.
  4. Cálculo da velocidade de decantação Aplicação da Lei de Stokes sobre as leituras obtidas, relacionando velocidade de decantação e diâmetro equivalente das partículas.
  5. Complementação da curva granulométrica Os resultados da fração fina são incorporados à curva granulométrica, complementando o que já foi obtido pelo peneiramento na fração grossa.
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Diferencial Suporte

A Suporte mantém rigor no uso de equipamentos calibrados e ambiente controlado especificamente para a etapa de sedimentação, cuidado que assegura a precisão dos resultados, reduz margens de erro e aumenta a confiabilidade dos dados obtidos numa etapa do ensaio particularmente sensível a variações de temperatura e manuseio.

Curva integrada

Os resultados da sedimentação são entregues de forma integrada com os do peneiramento, compondo a curva granulométrica completa do solo, acompanhada de interpretação técnica que vai além dos números, permitindo que projetistas e engenheiros compreendam de imediato o comportamento esperado do solo em diferentes aplicações.

Visão multidisciplinar

A Suporte também integra os resultados da sedimentação com outros ensaios complementares executados no mesmo laboratório, como compactação, limites de consistência e classificação MCT, compondo um panorama mais amplo do comportamento do solo. A equipe técnica, formada por engenheiros e geotécnicos, interpreta os dados considerando as especificidades de cada projeto, entregando informações aplicáveis ao campo.

Rastreabilidade

O fluxo de trabalho inclui coleta de dados diretamente em campo através do aplicativo SOND, entrega de resultados em formato CSV e AGS (compatível com softwares de modelagem BIM) e rastreabilidade completa das amostras.

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Informações complementares

Normas técnicas principais
NBR 9605: referência normativa para a execução do Ensaio de Granulometria por Sedimentação.
Imagem em contexto
Laboratório de ensaios Suporte
Ensaio correlato
Granulometria por Peneiramento (PEN)
ABNT NBR 7181. Não é um substituto da sedimentação, mas seu complemento: determina a distribuição granulométrica da fração grossa (areia e pedregulho), por separação mecânica em peneiras. Recomendado em conjunto com a sedimentação sempre que a amostra tiver fração grossa relevante, para obter a curva granulométrica completa do solo.

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