Determinação da distribuição de tamanhos das partículas finas do solo (silte e argila), pela Lei de Stokes.
A Granulometria por Sedimentação é o ensaio que determina a distribuição dos tamanhos das partículas da fração fina do solo (silte e argila, menores que 0,075 mm), com base na velocidade de decantação dessas partículas quando dispersas em meio líquido.
O princípio físico do ensaio é a Lei de Stokes: partículas maiores decantam mais rápido do que partículas menores em um mesmo meio líquido, de forma previsível. Ao medir a concentração de sólidos em suspensão em diferentes intervalos de tempo, com o auxílio de um hidrômetro (densímetro) ou de uma pipeta, é possível calcular a velocidade de decantação de cada fração e, a partir dela, estimar o diâmetro equivalente das partículas em suspensão naquele instante.
A Sedimentação é o método complementar ao Peneiramento: enquanto o peneiramento separa mecanicamente a fração grossa do solo (areias e pedregulhos, maiores que 0,075 mm), a sedimentação caracteriza a fração fina (silte e argila), que é fina demais para ser separada por peneiras. Quando a amostra de solo contém as duas frações em proporção relevante, os dois ensaios são executados em conjunto para compor a curva granulométrica completa; a Suporte também executa a Granulometria por Peneiramento (PEN), ensaio correlato com página própria.
O ensaio de sedimentação completa, na fração fina, a mesma finalidade de fundo da análise granulométrica: determinar a composição do solo em função do tamanho de suas partículas, permitindo classificar o material segundo sistemas como o Sistema Unificado (SUCS) e o AASHTO.
Como a fração fina (silte e argila) é responsável por boa parte do comportamento do solo em termos de coesão, plasticidade e permeabilidade, os resultados da sedimentação são particularmente relevantes para estimar propriedades associadas a esses solos (comportamento sob compactação, potencial de retenção de água e resposta ao cisalhamento), complementando a informação obtida por peneiramento na fração grossa.
Esses parâmetros orientam decisões de projeto em obras que dependem diretamente do comportamento de solos finos, como barragens e filtros (seleção de materiais para núcleos impermeabilizantes), taludes e contenções (avaliação da coesão) e sistemas de drenagem (estimativa da permeabilidade).
A Suporte mantém rigor no uso de equipamentos calibrados e ambiente controlado especificamente para a etapa de sedimentação, cuidado que assegura a precisão dos resultados, reduz margens de erro e aumenta a confiabilidade dos dados obtidos numa etapa do ensaio particularmente sensível a variações de temperatura e manuseio.
Os resultados da sedimentação são entregues de forma integrada com os do peneiramento, compondo a curva granulométrica completa do solo, acompanhada de interpretação técnica que vai além dos números, permitindo que projetistas e engenheiros compreendam de imediato o comportamento esperado do solo em diferentes aplicações.
A Suporte também integra os resultados da sedimentação com outros ensaios complementares executados no mesmo laboratório, como compactação, limites de consistência e classificação MCT, compondo um panorama mais amplo do comportamento do solo. A equipe técnica, formada por engenheiros e geotécnicos, interpreta os dados considerando as especificidades de cada projeto, entregando informações aplicáveis ao campo.
O fluxo de trabalho inclui coleta de dados diretamente em campo através do aplicativo SOND, entrega de resultados em formato CSV e AGS (compatível com softwares de modelagem BIM) e rastreabilidade completa das amostras.
NBR 9605: referência normativa para a execução do Ensaio de Granulometria por Sedimentação.