Laboratório / Ensaios Especiais

Ensaio de Adensamento

Determinação da compressibilidade, do coeficiente de adensamento e da pressão de pré-adensamento do solo, para a previsão de recalques em projetos geotécnicos.

ADENS
Norma DNER IE 005
Categoria Ensaios Especiais
Ensaio de Adensamento - Laboratório Suporte
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Descrição

Todo material sujeito a uma solicitação de carga se deforma para suportá-la. Quando um solo saturado é confinado lateralmente e recebe uma carga vertical, a única forma de se deformar é reduzindo de volume, e essa redução só ocorre à medida que a água presente nos vazios é expulsa. Chama-se compressibilidade a propriedade que caracteriza essas deformações volumétricas, e adensamento o processo de redução de volume de um solo saturado causado pela expulsão gradual da água dos vazios, em função do aumento da tensão efetiva.

O Ensaio de Adensamento (ADENS), também chamado de ensaio edométrico ou ensaio de adensamento lateralmente confinado, é o ensaio de laboratório que permite obter os parâmetros de compressibilidade do solo: identificar as deformações e o tempo que essas deformações demoram para se processar.

Na prática de laboratório, uma amostra indeformada de solo, tipicamente cilíndrica, com cerca de 19 mm de espessura e 70 mm de diâmetro, é confinada lateralmente em um anel metálico rígido e impermeável, garantindo que toda a deformação ocorra na direção vertical e que o fluxo de água também seja vertical. A amostra é então submetida a incrementos de carga controlados, enquanto se monitora com precisão o deslocamento vertical ao longo do tempo. É esse monitoramento da expulsão de água e da consequente redução de volume que define a curva de adensamento.

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Finalidade

Ensaio de compressibilidade do solo - Laboratório Suporte

O Ensaio de Adensamento fornece os parâmetros fundamentais para a previsão de recalques em projetos geotécnicos: compressibilidade (índice de compressão Cc e índice de recompressão Cr, que indicam o quanto o solo se deforma sob aumento de carga), coeficiente de adensamento (Cv, que relaciona a velocidade com que o adensamento ocorre) e pressão de pré-adensamento (indica a maior tensão efetiva já suportada pelo solo no passado, permitindo identificar se o solo é normalmente adensado ou pré-adensado).

Com esses parâmetros, o projetista quantifica tanto a magnitude do recalque total esperado quanto a velocidade com que esse recalque ocorrerá ao longo do tempo. Trata-se de informação essencial para definir, por exemplo, o momento seguro para o asfaltamento de uma via ou para a construção de uma superestrutura sobre um aterro. O ensaio é amplamente utilizado em projetos sobre solos moles, aterros rodoviários e ferroviários, plataformas industriais e portuárias, barragens e diques, e avaliação de fundações rasas e profundas.

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Procedimento

O corpo de prova indeformado é moldado dentro de um anel metálico rígido, que impede a movimentação lateral e obriga o fluxo de água a ocorrer apenas na direção vertical. A amostra é então submetida a incrementos de carga vertical, mantidos tipicamente por 24 horas cada, com leituras da deformação vertical em intervalos de tempo padronizados. Em geral, realiza-se também uma fase de descarga, reduzindo a carga progressivamente. Com os dados de deformação ao longo do tempo, plotam-se as curvas de cada incremento de carga para a obtenção dos fatores usados no cálculo do coeficiente de adensamento (Cv), do coeficiente de recompressão (Cr), do coeficiente de compressão (Cc), do índice de expansão (Cs) e da pressão de pré-adensamento.

A partir dessa base, dois subtipos de ensaio atendem a necessidades específicas de projeto:

  1. Ensaio de Colapso. Usado para avaliar o risco de colapso do maciço quando exposto a acréscimo de carga e umidade (o nível de tensão/sobrecarga que pode desencadear ruptura por colapsividade). Pode ser executado pelo método edométrico duplo (duas amostras, uma ensaiada na condição natural e outra inundada, comparando-se as curvas de deformação) ou pelo método edométrico simples (a amostra é sobrecarregada e só então inundada, avaliando-se a curva de deformação na tensão em que foi inundada).
  2. Ensaio de Pressão de Expansão. Usado para quantificar a pressão gerada por solos de características expansivas, que podem causar instabilidade em taludes, subleitos de pavimentos e fundações. Pode ser executado pelo método edométrico direto (a amostra é consolidada, depois recebe água e se expande até estabilizar; em seguida aplica-se carregamento até retornar ao índice de vazios inicial; essa pressão é a pressão de expansão) ou pelo método edométrico de expansão controlada (a amostra recebe água e, durante a expansão, aplica-se carregamento para impedi-la; a pressão necessária para essa estabilização é a pressão de expansão).
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Diferencial Suporte

Na Suporte, a execução do ensaio de adensamento vai além da simples obtenção de índices físicos em bancada: entendemos que os dados de compressibilidade não são apenas números para preencher um relatório, mas variáveis críticas que definem o cronograma e a estabilidade de um empreendimento.

Amostras íntegras

Ensaios edométricos executados garantindo a integridade das amostras indeformadas e a precisão das leituras de deformação.

Diagnóstico integrado

Resultados dos edômetros integrados aos dados de sondagens e investigações de campo, conectando a microestrutura da amostra à estratigrafia global do terreno.

Rastreabilidade

Coleta de dados diretamente em campo (aplicativo SOND), entrega de resultados em CSV e AGS, compatível com softwares de modelagem BIM.

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Informações complementares

Normas técnicas principais
DNER IE 005: referência normativa para os ensaios de Adensamento, Colapso e Pressão de Expansão (norma histórica do extinto DNER, hoje sucedido pelo DNIT).
Imagem em contexto
Laboratório de ensaios Suporte

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