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Rafael de Almeida
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A infraestrutura brasileira avança rapidamente na digitalização e na rastreabilidade de processos, impulsionada por iniciativas como o programa Constrói Mais Brasil e pela adoção crescente do BIM (Building Information Modeling). No entanto, segundo artigo publicado pelo portal InfraRoi, um dos dados mais importantes para qualquer obra de infraestrutura continua fora dessa transformação: as informações sobre o subsolo. Embora materiais, contratos e processos de canteiro estejam cada vez mais digitalizados, a coleta de dados geotécnicos ainda é realizada, em muitos casos, por meio de anotações manuais e relatórios sem rastreabilidade ou auditoria adequada.
Escrito por Maurício Malanconi, CEO da Suporte, o texto alerta que essa deficiência pode gerar impactos relevantes em projetos de rodovias, ferrovias, saneamento e energia, resultando em erros de projeto, aditivos contratuais e aumento de custos durante a execução das obras. O autor defende que a adoção de tecnologias como georreferenciamento em tempo real, cadeia de custódia digital e padrões internacionais de compartilhamento de dados, como o AGS, será cada vez mais exigida pelo mercado, especialmente diante do avanço das exigências de transparência, ESG e auditabilidade nos contratos de infraestrutura.