A rastreabilidade em ensaios geotécnicos evoluiu de um requisito operacional para um elemento central na confiabilidade dos dados utilizados em projetos de engenharia. Em um cenário onde decisões críticas dependem diretamente da qualidade das informações, a adoção de sistemas estruturados de gestão de dados permite não apenas o controle das etapas envolvidas, mas a construção de uma cadeia contínua, auditável e consistente, desde a coleta em campo até a interpretação dos resultados em laboratório. Nesse contexto, o sistema SOND surge como uma solução desenvolvida a partir de uma necessidade prática: a dificuldade de consolidar, preservar e dar rastreabilidade aos dados gerados em campo e frequentemente perdidos ao longo do processo.
Idealizado por Maurício Malanconi, CEO da Suporte, o SOND nasceu como uma ferramenta para estruturar a gestão dessas informações, integrando dados georreferenciados, registros fotográficos e acompanhamento em tempo real das atividades, garantindo maior transparência, controle e confiabilidade ao longo de todo o ciclo dos serviços.
A confiabilidade de um ensaio geotécnico não está restrita ao resultado final apresentado em relatório. Ela é construída ao longo de toda a cadeia de execução, desde a coleta da amostra em campo até a interpretação técnica dos dados em laboratório. Nesse sentido, a rastreabilidade surge como um dos pilares fundamentais para garantir que cada dado gerado seja representativo e tecnicamente válido.
Em engenharia geotécnica, parâmetros como resistência ao cisalhamento, compressibilidade e comportamento sob carregamentos repetidos são utilizados para dimensionar estruturas, prever desempenho e mitigar riscos. No entanto, esses parâmetros só são confiáveis quando existe controle sobre sua origem, condições de execução e histórico de processamento.
A rastreabilidade pode ser entendida como a capacidade de registrar e acompanhar, de forma estruturada, todas as etapas envolvidas na geração de um dado técnico. Isso inclui:
Na ausência desse controle, ocorre um problema recorrente: dados sem contexto. Resultados podem até ser tecnicamente corretos, mas perdem valor quando não é possível garantir sua representatividade ou consistência. Esse cenário é particularmente crítico em materiais sensíveis, como solos moles e amostras indeformadas, onde pequenas variações no processo impactam significativamente o comportamento observado.