A Suporte executa quatro métodos de sondagem — Percussão (SP), Rotativa (SR), Mista (SM) e sobre Flutuante (SF) —, cada um adequado a um cenário diferente de investigação geotécnica. Este guia explica o que cada método faz e em que situação ele é o mais indicado.
A Sondagem a Percussão é um método de investigação geológico-geotécnica cujo avanço da perfuração é feito por trado ou por lavagem com trépano. A cada metro perfurado é realizado, no fundo do furo, o ensaio de penetração padronizado SPT (Standard Penetration Test), que mede a resistência mecânica do solo (NSPT).
Quando escolher: para identificar o perfil de solo, coletar amostras para caracterização tátil-visual e medir a resistência do solo via SPT — indicado quando a investigação não precisa amostrar rocha. Segue as normas ABNT NBR 6484/2020, NBR 16797/2020 e NBR 16796/2020.
A Sondagem Rotativa utiliza um conjunto motomecanizado (sonda, hastes, barriletes e coroas) destinado à perfuração e amostragem de rocha, obtendo amostras contínuas em formato cilíndrico — os testemunhos de sondagem.
Quando escolher: quando o objetivo é a classificação geológico-geotécnica do maciço rochoso (não há interesse em amostrar o solo), permitindo também avaliação de condutividade hidráulica, imageamento das paredes do furo e instalação de instrumentação geotécnica. Segue a NORMA ABGE 104/2023.
A Sondagem Mista conjuga os dois métodos anteriores: sondagem à percussão com SPT (SP), para as camadas de solo, e sondagem rotativa (SR), para os materiais de rocha, das alteradas às sãs.
Quando escolher: em áreas com variação significativa das condições mecânicas de solo e rocha — como perfis de intemperismo com presença de matacões — ou quando há necessidade de SPT tanto no trecho em solo quanto em rocha muito a extremamente alterada. Exige do executor os dois tipos de equipamento. Segue as normas ABGE 103/2023 e ABGE 104/2023.
A Sondagem sobre Flutuante é a investigação geológico-geotécnica realizada sobre uma plataforma flutuante — geralmente uma balsa ancorada —, usada em reservatórios de barragens, calhas de rios e estuários marinhos, onde não é possível o acesso dos equipamentos por diques ou aterros construídos.
Quando escolher: sempre que o ponto de investigação estiver coberto por lâmina d'água. Sobre a plataforma podem ser executadas SP, SR ou SM (a mais comum) e também o ensaio de penetrômetro piezocone (CPTu) — ou seja, a SF não é um método à parte, mas o mesmo cardápio de métodos adaptado para operar sobre a água. Aplicada principalmente em fundações de pontes, travessias de rios e lagos e projetos de instalações portuárias. A execução segue, além das normas do método aplicado, a NR-18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil).
Na SR não há interesse em amostrar a porção de solo, o que dispensa a Executora de dispor de equipamentos para a sondagem à percussão (SP); já a Sondagem Mista (SM) combina os dois métodos para investigar perfis com variação entre solo e rocha.
A SM é utilizada em áreas com variação significativa das condições mecânicas de solos e rochas, como perfis de intemperismo com presença de matacões, ou quando há necessidade de executar ensaios SPT no trecho em solo ou em rocha muito a extremamente alterada.
Sobre a plataforma flutuante podem ser realizadas sondagens à percussão (SP), rotativas (SR) ou mistas (SM), estas últimas as mais comuns, e também o ensaio de penetrômetro piezocone (CPTu).
O NSPT corresponde ao número de golpes necessários para cravar o amostrador padronizado nos últimos 30 cm do ensaio, usando um martelo de 65 kg que cai livremente de 75 cm de altura, com contagem de golpes em três trechos consecutivos de 15 cm cada.