Laboratório / Ensaios Especiais

Ensaio de Módulo de Resiliência

Determinação da resposta elástica recuperável de solos e materiais de pavimentação sob carregamento cíclico, para o dimensionamento mecanístico-empírico de pavimentos pelo método MeDiNa.

MR
Norma DNIT 134/2018-ME
Categoria Ensaios Especiais
Ensaio correlato CBR e Expansão (ISC)
Ensaio de Módulo de Resiliência - Laboratório Suporte
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Descrição

O Módulo de Resiliência (MR) é o parâmetro que expressa a resistência elástica de um solo ou material de pavimentação à aplicação de cargas repetidas: a capacidade que o material possui de se deformar elasticamente e recuperar sua forma original após sucessivos ciclos de carregamento, como os provocados pela passagem de veículos sobre uma rodovia.

Por definição, o Módulo de Resiliência é a relação entre a tensão vertical desviadora e a deformação resiliente correspondente, obtida para pares de tensões definidos (confinante e desviadora). Funciona como um "módulo de elasticidade dinâmico" do material: quanto maior o valor obtido, maior tende a ser a rigidez da camada, reduzindo deformações elásticas, deflexões e tensões transmitidas às camadas inferiores do pavimento.

O ensaio é executado em equipamento de carga repetida: o Triaxial Dinâmico. Um corpo de prova cilíndrico, moldado em amostra indeformada ou deformada/compactada, é submetido a pares de tensão confinante e desviadora que reproduzem em laboratório os estados de tensão gerados pelo tráfego.

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Finalidade

Ensaio triaxial dinâmico - Laboratório Suporte

O Ensaio de Módulo de Resiliência determina a resposta elástica recuperável do solo ou material de pavimentação sob carregamento cíclico, fornecendo o principal parâmetro de entrada para o dimensionamento mecanístico-empírico de pavimentos, em especial o método MeDiNa (Método de Dimensionamento Nacional, desenvolvido pelo DNIT).

A partir do MR é possível alimentar softwares de dimensionamento baseados no MeDiNa, estimar tensões, deformações e fadiga dos revestimentos asfálticos ao longo da vida útil da estrutura, calibrar modelos numéricos, classificar materiais granulares ou estabilizados em função da sua rigidez, e avaliar o efeito de diferentes níveis de compactação e teor de umidade sobre o comportamento estrutural do material.

O MR não substitui o CBR: os dois ensaios são complementares. Enquanto o CBR mede a resistência do solo à penetração, o MR responde a como o material se comporta estruturalmente após a passagem repetida de cargas. Dois materiais com valores de CBR semelhantes podem apresentar comportamentos completamente distintos sob tráfego intenso.

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Procedimento

O ensaio segue os itens prescritos na norma DNIT 134/2018-ME e reproduz em laboratório as condições de carregamento observadas em campo.

  1. Preparação do corpo de prova O corpo de prova (amostra indeformada ou deformada/compactada, com controle rigoroso de umidade e massa específica seca) é disposto sobre uma pedra porosa, desmoldado e envolvido por uma membrana de borracha; sobre ele é colocado um cabeçote, que faz o elo de contato entre o sistema pneumático do equipamento e o corpo de prova.
  2. Instrumentação Instala-se o sistema de LVDT na face do corpo de prova, na região do terço médio, para registrar os deslocamentos verticais ao longo de todo o ensaio.
  3. Condicionamento Na fase de condicionamento, aplicam-se ciclos de carga iniciais para minimizar os efeitos da deformação plástica do material antes da fase de medição.
  4. Ensaio: 18 pares de tensão Na fase de ensaio propriamente dita, aplicam-se 18 pares de tensão confinante e desviadora predefinidos, com registro da deformação específica resiliente correspondente a cada par.
  5. Aquisição e processamento dos dados A Prensa Triaxial Dinâmica tem acionamento pneumático e é controlada digitalmente por microprocessador eletrônico, com sistema de aquisição eletrônica de dados via software dedicado, aplicando tensões desviadoras cíclicas com frequência ajustável, combinadas com pressões confinantes. Os valores de MR obtidos para cada par de tensão são ajustados por modelos de regressão aos pontos experimentais, permitindo determinar o comportamento elástico do material (linear ou não linear) e gerar as curvas MR x σ entregues no relatório.
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Diferencial Suporte

A Suporte executa o ensaio de Módulo de Resiliência com equipamentos modernos de Triaxial Dinâmico, calibrados e operados com precisão, e controle digital de pressão e deformação por meio de softwares de aquisição robustos.

Interpretação técnica

Nossos relatórios não se limitam a apresentar dados brutos: a interpretação é feita com base nas normas aplicáveis e em ampla experiência prática em projetos, entregando parâmetros e recomendações aplicáveis diretamente ao dimensionamento pelo método MeDiNa.

Abordagem integrada

Combinamos os resultados do ensaio de MR com outros ensaios relevantes (Deformação Permanente, Compactação, CBR e estudos de dosagem) para uma leitura completa do desempenho do solo em todas as fases do projeto.

Rastreabilidade

Coleta de dados diretamente em campo via aplicativo SOND, rastreamento de amostras e entrega de resultados em CSV e AGS, compatível com softwares de modelagem BIM.

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Informações complementares

Norma técnica
DNIT 134/2018-ME, Solos: Determinação do módulo de resiliência, método de ensaio.
Imagem em contexto
Laboratório de ensaios Suporte
Ensaio correlato
CBR e Expansão (ISC)
Ensaio complementar de referência tradicional; a Suporte executa ambos de forma integrada, permitindo transitar entre os modelos empíricos tradicionais e as metodologias mecanicistas modernas.

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