Laboratório / Ensaios Tradicionais

Classificação MCT

Identificação do comportamento laterítico ou não laterítico de solos tropicais finos, e hierarquização de sua adequação para uso em camadas de pavimentação.

MCT.C
Norma DNER-CLA 259/96 · DNER-ME 258/94 · DNER-ME 256/94
Categoria Ensaios Tradicionais
Ensaio correlato MCT-Pastilha (MCT.P)
Classificação MCT - Laboratório Suporte
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Descrição

A Classificação MCT (Miniatura, Compactado, Tropical) é uma metodologia desenvolvida por Nogami e Villibor em 1981 especificamente para caracterizar solos tropicais finos, uma resposta às limitações da classificação HRB tradicional, que costumava gerar resultados pouco representativos do desempenho estrutural desses solos em obras viárias.

A metodologia recebe esse nome porque utiliza corpos de prova de dimensões reduzidas (miniatura): cilindros com 50 mm de diâmetro e 130 mm de altura, compactados em equipamento próprio (subminiatura). A partir desses corpos de prova, dois ensaios formam o núcleo obrigatório da classificação: a compactação Mini-MCV e a perda de massa por imersão (PI), que juntos geram os coeficientes c' (coeficiente de argilosidade) e e' (índice de laterização). Com o auxílio de um ábaco padronizado, esses dois coeficientes posicionam o solo estudado em um dos 7 grupos da classificação MCT: 3 grupos de comportamento laterítico (prefixo L) e 4 de comportamento não laterítico (prefixo N).

Solos lateríticos são, de forma geral, solos maduros e estáveis nas condições tropicais, pouco ou nada expansíveis, com comportamento geotécnico favorável a aplicações rodoviárias. Solos não lateríticos tendem a apresentar características menos favoráveis à pavimentação, principalmente quanto à expansão e à permeabilidade.

Além dos dois ensaios obrigatórios para a classificação, a metodologia é normalmente complementada por um conjunto de ensaios associados (Mini-CBR, Expansão, Contração, Infiltração e Permeabilidade), que não alteram o resultado da classificação em si, mas fornecem dados adicionais para avaliar a viabilidade do solo como camada de base ou reforço de subleito em pavimentos.

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Finalidade

Ensaio de classificação de solos tropicais - Laboratório Suporte

A Classificação MCT tem como finalidade principal identificar se um solo tropical fino tem comportamento laterítico ou não laterítico, e hierarquizar sua adequação para uso em camadas de pavimentação: base, sub-base, reforço do subleito e acostamentos.

Diferentemente de sistemas de classificação de origem temperada (como o HRB), a metodologia MCT foi construída para captar propriedades mais representativas do comportamento real dos solos tropicais quando compactados e expostos a variações de umidade, o que a torna especialmente indicada para regiões de clima tropical úmido, com ocorrência abundante de solos lateríticos e não lateríticos finos, como é o caso da maior parte do território brasileiro. Órgãos como o DER/SP e a Prefeitura Municipal de São Paulo já exigem essa classificação como critério de projeto.

Os parâmetros obtidos permitem classificar o solo em um dos 7 grupos da carta MCT, estimar seu comportamento quanto à contração e ao trincamento por secagem, e, quando complementada pelos ensaios associados, estimar capacidade de suporte, potencial de expansão, velocidade de infiltração de água de chuva e coeficiente de permeabilidade.

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Procedimento

A Classificação MCT é composta por um núcleo de dois ensaios obrigatórios (sem os quais não é possível obter a classificação) e por um grupo de ensaios complementares, recomendados para avaliar a viabilidade do solo como material de pavimentação, mas que não interferem no resultado da classificação em si.

3.1 Ensaios do núcleo da classificação

  1. Compactação Mini-MCV Preparam-se no mínimo 5 porções de solo com teores de umidade variados, sempre com a mesma massa de solo úmido (200 g) por porção. Cada porção é compactada em um cilindro subminiatura (50 mm de diâmetro), aplicando-se energias crescentes e padronizadas, e a altura do corpo de prova é medida após cada série de golpes. Para cada teor de umidade, plotam-se as chamadas "curvas Mini-MCV", das quais se obtém o valor de Mini-MCV = 10 · log₁₀(BN), sendo BN o número de golpes correspondente a uma variação de altura de 2,0 mm. Também são plotadas curvas de compactação para 6, 8, 12 e 16 golpes, de onde se obtêm o coeficiente c' (reflete o efeito da distribuição granulométrica) e o coeficiente d' (relaciona-se com a probabilidade de comportamento laterítico).
  2. Perda de massa por imersão (PI) Do corpo de prova compactado, extrai-se uma porção de 10 mm, que é posicionada horizontalmente e imersa parcialmente em água por no mínimo 20 horas. O material que se desprende durante a imersão é recolhido e seco. A perda de massa por imersão é calculada pela razão entre a massa seca do material desprendido e a massa seca da porção original. Com o valor de Pi e o coeficiente d', calcula-se o coeficiente e' (índice de laterização). O par de coeficientes c' e e' é então lançado no ábaco de classificação MCT, que posiciona o solo em um dos 7 grupos da classificação (3 lateríticos, 4 não lateríticos).

3.2 Ensaios complementares (associados)

  1. Mini-CBR Determina a capacidade de suporte de solos compactados no mesmo equipamento miniatura, com procedimento adaptado para correlacionar os resultados com o CBR tradicional. Pode ser executado com ou sem imersão e sobrecarga, em energia de compactação normal, intermediária ou modificada.
  2. Expansão Medida durante o próprio ensaio de Mini-CBR, com tempo de imersão reduzido para 20 horas, para conhecer os valores de expansão dos argilominerais presentes no solo fino.
  3. Contração Mede a variação do comprimento axial do corpo de prova compactado quando exposto às condições atmosféricas (secagem ao ar), permitindo prever o comportamento do solo após o período de cura e antecipar o risco de trincas de secagem.
  4. Infiltração Mede a velocidade e a quantidade de água que penetra em camadas de solo durante chuvas na fase de execução ou operação da rodovia.
  5. Permeabilidade O solo é compactado em molde e lacrado superficialmente com uma rolha equipada com tubo graduado, medindo-se o volume de água percolado ao longo do tempo, expresso como coeficiente de permeabilidade.
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Diferencial Suporte

A Suporte executa a Classificação MCT completa: do núcleo obrigatório (Mini-MCV e Perda de Massa por Imersão) aos ensaios complementares (Mini-CBR, Expansão, Contração, Infiltração e Permeabilidade).

Controle rigoroso de umidade

Equipamentos de compactação miniatura calibrados e controle rigoroso dos teores de umidade em cada porção ensaiada, etapa crítica para a confiabilidade dos coeficientes que definem a classificação final do solo.

Interpretação especializada

Equipe técnica com experiência consolidada na aplicação da metodologia MCT em projetos de pavimentação, interpretando os resultados no contexto de solos tropicais lateríticos e não lateríticos típicos da região onde a Suporte atua, discutindo com o cliente o que os coeficientes significam para a escolha de material de base, sub-base e reforço de subleito.

Rastreabilidade

Coleta de dados diretamente em campo (aplicativo SOND), entrega de resultados em formato CSV e AGS (compatível com softwares de modelagem BIM) e rastreabilidade completa das amostras.

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Informações complementares

Normas técnicas principais
DNER-CLA 259/96, DNER-ME 258/94 e DNER-ME 256/94: normas de referência para a Classificação MCT (Miniatura, Compactado, Tropical).
Imagem em contexto
Laboratório de ensaios Suporte
Ensaio complementar correlato
CBR
DNER ME 254/97, solos compactados em equipamento miniatura: Mini-CBR e expansão.
Ensaio expedito relacionado
MCT-Pastilha (MCT.P)
Além da Classificação MCT descrita nesta página (metodologia com compactação Mini-MCV), existe também o método expedito Classificação MCT-Pastilha (MCT.P), de aplicação mais simples em campo.

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