Determinação da umidade ótima e da densidade máxima aparente seca do solo, nas energias Normal, Intermediária e Modificada.
O Ensaio de Compactação (conhecido também como Ensaio Proctor) é um dos procedimentos mais utilizados e relevantes da Mecânica dos Solos aplicada à infraestrutura. Ele reproduz em laboratório, de forma controlada, o processo de redução do índice de vazios de uma massa de solo por meio da aplicação repetida de energia mecânica, permitindo entender como o solo responde a essa energia e qual a condição de umidade em que ele atinge a maior densidade possível.
O ensaio foi desenvolvido pelo engenheiro Ralph R. Proctor em 1933, e no Brasil é normatizado pela ABNT NBR 7182. Na configuração clássica, uma amostra de solo é compactada dentro de um molde cilíndrico, em camadas sucessivas, sob a ação de golpes de um soquete padronizado caindo de uma altura fixa. O ensaio é repetido para diferentes teores de umidade da mesma amostra, e os resultados são lançados num gráfico que relaciona o peso específico aparente seco com o teor de umidade: a curva de compactação.
É importante não confundir o Ensaio Proctor com a compactação em campo: o ensaio de laboratório estabelece a meta técnica de referência, enquanto a compactação em campo (executada com rolos lisos, pé de carneiro ou placas vibratórias) é a etapa prática que busca atingir esse padrão na obra real.
O Ensaio de Compactação determina os dois parâmetros que orientam todo o controle tecnológico de um aterro ou camada compactada: a umidade ótima (o teor de água em que o solo atinge sua maior densidade para uma dada energia de compactação) e a densidade máxima aparente seca, o valor de referência que a execução em campo deve alcançar (geralmente expresso como percentual do Proctor, por exemplo 95% do Proctor Normal ou 100% do Proctor Modificado).
É um ensaio indispensável para o dimensionamento e controle de qualidade de aterros rodoviários e ferroviários, camadas de subleito, sub-base e base de pavimentos, plataformas industriais, barragens e obras de terraplenagem em geral. Sem essa referência de laboratório, o controle tecnológico em campo não tem contra o que comparar os resultados medidos na obra.
Uma compactação inadequada não é apenas um desvio formal de norma: índices de vazios elevados deixam o maciço suscetível a recalques imprevistos, favorecem afundamentos e trincas em pavimentos e reduzem a resistência ao cisalhamento do material, aumentando o risco de deslizamentos em taludes e terraplenagens.
O ensaio consiste em compactar uma amostra de solo, em camadas sucessivas, dentro de um molde cilíndrico metálico, aplicando um número definido de golpes de um soquete padronizado por camada. O procedimento é repetido para diferentes teores de umidade da mesma amostra (recomenda-se ao menos 5 pontos: dois no ramo seco, um próximo à ótima e dois no ramo úmido), permitindo construir a curva de compactação e identificar a umidade ótima e a densidade máxima aparente seca.
Na Suporte, o Ensaio de Compactação não é tratado como a simples obtenção de um número em laboratório: nossa equipe avalia o tipo de solo e a finalidade específica da camada a ser compactada para definir a energia de compactação mais adequada a cada situação, evitando generalizações que possam comprometer o desempenho mecânico exigido pela estrutura.
Definição da energia de compactação mais adequada ao tipo de solo e à finalidade da camada, evitando generalizações que comprometam o desempenho da estrutura.
Condições reais de umidade em campo e histórico geotécnico da região cruzados com os dados laboratoriais, unindo ensaio e controle tecnológico num mesmo sistema.
Coleta de dados em campo via aplicativo SOND, resultados em CSV e AGS (compatível com softwares de modelagem BIM) e rastreabilidade das amostras.
ABNT NBR 7182: Solo - Ensaio de Compactação.DNER ME 162/94: Solo - Ensaio de Compactação utilizando amostras trabalhadas - Método de ensaio.DNIT ME 164/03: Solo - Compactação utilizando amostras não trabalhadas - Método de ensaio.