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Monitoramento de Taludes - Conheça a exigência das Agências Reguladoras (ANTT e ARTESP) - Artigo.

foto - Monitoramento de Taludes - Conheça a exigência das Agências Reguladoras (ANTT e ARTESP) - Artigo. por Belén Cogliati Lodeiro em 10/05/2018
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) exigem, das concessionárias federais e estaduais, a Implantação de um Sistema de Monitoramento de Taludes e de Contenções que disponibilize para as agências, com frequência anual, as seguintes informações:

  • Fichas de Monitoramento;
  • Definição do Nível de Risco a cada ano;
  • Emissão de Relatório anual com os Resultados do Monitoramento.

As agências indicam, como referência bibliográfica para caracterizar a gravidade da situação, o Manual de Geotecnia do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP), documento técnico, intitulado como ''Talude de Rodovias - Orientação para Diagnóstico e Soluções de seus Problemas''.

A metodologia proposta pelo Manual de Geotecnia do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP) - ''Talude de Rodovias - Orientação para Diagnóstico e Soluções de seus Problemas'' visa permitir a operação contínua da malha rodoviária e minimizar os custos de operação, uma vez que a maioria dos problemas de instabilização de encostas evolui com o tempo.

O manual propõe um fluxo de atividades de forma a elaborar um planejamento das atividades de manutenção dos taludes rodoviários, dividido em duas fases. 

A primeira fase consiste no cadastramento dos taludes rodoviários, análise da gravidade da situação e priorização em função da gravidade de cada local em níveis.

Cadastramento: Consiste no levantamento dos taludes rodoviários que apresentem algum problema de instabilização (erosão, escorregamento, desagregação superficial queda de blocos, rolamento de blocos, recalque, por exemplo), em função da inspeção visual dos taludes rodoviários. Levantam-se também nesta etapa os dados geométricos da área instabilizada e se há presença de água no talude dado que esta é um fator instabilizante muito importante (surgências, saturação ou caminhos preferenciais de percolação).

- Análise da gravidade da situação para o tráfego: A gravidade é classificada do nível 0 ao nível 3 em função da evolução do problema no talude e ao risco ao tráfego envolvido. O nível 0 corresponde a um local que não oferece risco ao tráfego (um local já estabilizado, por exemplo) e o nível 3 a um local que oferece risco imediato ao tráfego e onde precisa ter tomada uma medida emergencial imediata (local onde já ocorreu ruptura ou está prestes a ocorrer).

- Priorização: Os taludes são organizados em função do nível de gravidade e importância do local para a segurança da via. 

A segunda fase consiste na caracterização geológica-geotécnica de todos os taludes cadastrados, independentemente da sua prioridade, de forma a identificar as causas dos problemas associados a cada talude e a recomendação das obras de estabilização. 

Nas situações onde as informações disponíveis são insuficientes para resolver o problema de forma simples, podem ser necessárias investigações geotécnicas, tais como sondagens a percussão e ensaios especiais, de forma a que seja elaborado um projeto de estabilização do talude, a obra e posterior monitoramento para avaliação do desempenho.

Para atender às exigências das Agencias Regulamentadoras este fluxo de atividades deve ser realizado no mínimo anualmente, emitindo os Resultados do Monitoramento em relatório. 

Para as Concessionárias de Rodovias, este procedimento traz como benefício minimizar os custos operacionais e de obras de estabilização, realizando obras de manutenção mais simples, antes que os problemas evoluam para o Nível 3, onde as obras devem ser emergenciais e de maior complexidade, devendo em função do problema ser paralisado o tráfego da rodovia por exemplo. 


Belén Cogliati Lodeiro

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (2006) e mestrado em Engenharia Geotécnica pela Universidade de São Paulo (2011). Atualmente é coordenadora da área de geotecnia na empresa Canhedo Beppu Engenheiros Associados Ltda. Tem experiência na área de Infraestrutura Rodoviária, com ênfase em Engenharia Geotécnica.


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